Ainda o mundo a julgar,
Tu sabes da sua inocência.
Não importa a opinião ferina
Se Tu sabes ela ser temente.
Não é demente, é itinerante,
Tem sempre carinho no coração.
Não a abandones, não a largues,
Conserva-a na intensa alegria.
Não a deixes derreter como glicerina,
És seu Porto Seguro.
Cuida como precioso tesouro,
Não a deixes encalhar na praia deserta.
Faça-a confiante, mais desperta.
Dói muito ver gente sórdida.
Com pensamentos escusos, mórbidos,
Tentando minguar seu bote a remar.
É barco em alto mar a navegar,
Não deixe jamais de em Ti crer.
Não a deixes, passivamente, se abater!
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